Quatro lugares que você não pode perder no Porto
9 de novembro de 2022

Uma cidade construída numa encosta acima do rio
O Porto é íngreme. Quase tudo o que vale ver fica entre a Sé, no alto, e a Ribeira, à beira-rio, e o caminho entre as duas é só escadas e vielas. Use sapatos que agarrem, pegue o funicular quando as pernas reclamarem, e aceite que vai subir e descer o dia inteiro.
Estes quatro lugares são aqueles em torno dos quais montar uma primeira visita, com os detalhes práticos que cada um exige.
Livraria Lello
A Livraria Lello abriu em 1906 e tem uma escadaria de madeira entalhada curvando-se pelo meio do espaço, um teto de vitral e prateleiras que sobem até o telhado. É genuinamente bonita e genuinamente cheia.
Duas coisas práticas. A entrada é paga, e o valor do bilhete costuma poder ser abatido na compra de um livro, então compre algo e a visita sai barata. E marque um horário com antecedência; aparecer no dia, no verão, significa uma fila longa na calçada.
Um mito para deixar de lado: vão dizer que esta livraria inspirou Hogwarts. J.K. Rowling morou de fato no Porto no início dos anos 1990, mas afirmou publicamente que não se lembra da loja e que ela não inspirou os seus livros. Vá pela escadaria, não pela história.
A Torre dos Clérigos
A Torre dos Clérigos é a torre sineira barroca ligada à igreja do mesmo nome, e por muito tempo foi a estrutura mais alta da cidade. Sobe-se uma escada em espiral estreita até o topo, e a recompensa é a melhor visão geral do Porto que existe: os telhados vermelhos descendo a ladeira, o rio, a ponte e Gaia na outra margem.
A escada é apertada e de mão dupla, então fica lenta nos horários cheios. Vá na abertura ou na última hora.
Jardim do Morro, para o pôr do sol
Atravesse a pé o tabuleiro superior da Ponte Dom Luís I até Vila Nova de Gaia e você chega ao Jardim do Morro, um pequeno jardim em socalcos na encosta. É para onde a cidade vai no fim do dia: o sol se põe atrás do Porto, a cidade velha inteira se estende à sua frente, e as pessoas sentam na grama com uma garrafa.
Chegue meia hora antes do pôr do sol para garantir um lugar. A travessia pelo tabuleiro superior vale por si só, embora seja alta e aberta, o que convém ter em mente se você tem medo de altura.
Já que está deste lado: as caves de vinho do Porto ficam todas aqui, não no Porto. O vinho do Porto é cultivado no vale do Douro, rio acima, e envelhecido em Gaia; a cidade deu o nome à bebida, mas nunca a produziu.
Onde comer uma francesinha
O prato próprio do Porto é a francesinha: uma sanduíche de bife, salsicha e fiambre, coberta de queijo derretido e afogada num molho quente de cerveja e tomate, normalmente com batatas fritas. É enorme e não é delicada.
Em vez de mandar você a um endereço que pode mudar, aqui está como escolher. Procure um lugar onde os locais estejam a comê-las à hora do almoço, onde o molho seja feito na casa e não despejado de um balde, e onde perguntem se você quer ovo por cima. Peça uma para dois na primeira vez.
O resto de dois bons dias
A Estação de São Bento tem um átrio revestido de milhares de azulejos azuis e brancos com cenas da história portuguesa. Não custa nada e leva dez minutos.
A Ribeira, a frente ribeirinha sob a ponte, é Património Mundial e é um encanto de manhã cedo, antes de os restaurantes porem as tabuletas na rua. E o elétrico 1, um carro antigo de madeira, corre ao longo do rio até à Foz, onde o Douro encontra o Atlântico, e é o melhor passeio barato da cidade.
Uma correção que vale ter: a Ponte Dom Luís I foi projetada por Théophile Seyrig, antigo sócio de Gustave Eiffel, e não pelo próprio Eiffel. Eiffel construiu a ponte ferroviária mais antiga, rio acima, a Maria Pia. Os guias confundem as duas o tempo todo.
Conhecer o Porto jogando
O Porto é uma cidade de ruas estreitas, fachadas azulejadas e vistas repentinas, e o interessante está entre os pontos turísticos, não neles. Um city game dá a você um percurso com pistas pela cidade velha, o que é uma forma bem melhor de lidar com as ladeiras do que vaguear e torcer. Funciona bem com amigos e com um grupo.
Perguntas frequentes
De quantos dias preciso no Porto?
Dois dias inteiros cobrem a cidade velha, a torre, a livraria e uma cave de vinho do Porto. Três se quiser a praia da Foz ou uma ida ao vale do Douro.
É preciso pagar para entrar na Livraria Lello?
Sim, e convém marcar horário antes. O bilhete costuma poder ser abatido num livro, então compre um.
O vinho do Porto é feito no Porto?
Não. As uvas crescem no vale do Douro e o vinho envelhece nas caves de Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio.
O Porto é muito íngreme?
Sim, bastante. Há um funicular da Ribeira até à ponte, e os táxis são baratos quando você já não aguenta.
Qual a melhor época para visitar?
Maio, junho e setembro. Julho e agosto são quentes e cheios; o inverno é ameno mas chuvoso, e no Porto chove muito.
Venha jogar no Porto
Se quer as ruas entre os pontos turísticos, percorra-as com um percurso de jogo. Veja aqui como funciona, e para saídas de equipa e grupos maiores temos formatos nesta página. Dúvidas sobre datas, tamanho do grupo ou percursos? Entre em contato. Mais sobre jogar por aqui: quests no Porto.